
Olhos cerrados, andar lento, e mesmo assim não passava despercebida, talvez por aqueles olhos escuros como duas jabuticabas, ou quem sabe por aqueles cabelos longos e tão pretos que refletiam todo o tipo de luz, ao ponto de se confundir com luz própria, mas se pudesse apostar minhas fichas, seriam todas em suas curvas... em nenhum momento aquele corpo fazia ângulos, coisa de brasileira, coisa da mistura de raças, mas pude ver além, um desanimo contrastante, com toda aquela energia... O que teria feito aquilo com ela? Ou quem será que fez isso com ela? Será que aquela mulher se deixava apaixonar por alguém? Será que permitia ser atingida por alguém? A primeira impressão era de que nada era capaz de atingi-la... um vôo em altitude tão grande que a tornava inalcançável... vejo que na verdade algo ou alguém a alcançou... vejo também que meus pensamentos que a tornam algo maior, me percebo um menino olhando uma foto em uma revista masculina... lembro que cada coisa tem o valor exato que damos a ela, a beleza é mesmo algo extraordinário, nos dá títulos, nos abre portas, pena não nos proteger das coisas do mundo.
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