Eu fui vaidoso, aliás, eu fui muito vaidoso.
Me deliciava com meu “poder”, vibrava com meus graves, e principalmente com o que ele fazia as pessoas, Sabia exatamente toda a minha capacidade, e não fazia questão nenhuma de desfazer mau entendidos que aumentavam minha fama, de ampliá-las só pra servir ao meu ego.
Tudo começou com a teoria de que não permitiria ser taxado de otário, ao poucos, sem perceber, passei a querer fazer os outros de otários, isso tudo na base da atitude, das ameaças veladas, me sentia muito feliz, adorava o estado de constante preparo, minha presença era algo que notava tornar todos de certa forma, mais comportados, sendo que isso me dava a liberdade contrária, quem iria repreender meus atos? Eu era especialmente desrespeitoso, na medida e com quem eu queria.
Me faltava entender algo importante, talvez *vital, isso no sentido estrito.
“Toda e qualquer rocha, encontrará sua corrente de água”.
A voz, algo singular, algo que se desfaz, tente gritar com os pulmões vazios.
Poder, abstrato, relativo, nada se faz sem o mínimo de força.
Atitude, muito importante, mas não esqueça, responderá física, mental e financeiramente por cada uma delas.
Ameaças, poderosas, somente a quem tem o que temer, o que perder, perigosas, nem todos se retraem, existem os que partem pra cima.
Todas as formas de ilusões são armadilhas para raça humana.
VITAL = Essencial; fundamental; de capital importância.
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