Um mês inteiro de preparação, eu teria uma oportunidade, apenas uma, e não iria perdê-la. A preparação foi da melhor maneira que poderia ser, aquele manual emprestado, dedicação intensa e mesmo assim, uma incerteza tão grande no sucesso, que era possível ouvir ventos em uma geleira interna.
O aviso foi apressado... Ir agora pra lá? Agora? De camuflado completo?
Avisei em casa, me pediram calma... Tinham que ter me pedido coragem... Não sabia o que esperar, estava inseguro... Nestas horas toda a preparação parece ser pouca...
O andar eu já conhecia... Colocaram 3 deles para vir ao meu encontro... O que se julgava mais poderoso me esticou um documento que dizia ser de minha responsabilidade tudo que viesse a acontecer comigo...
“ Assine aqui !”
“Não vou assinar...”
“Não vai?”
“Não vou.”
“Vocês são testemunhas que ele se recusou a assinar”.
Naquele momento descobri o poder real que possui o Judiciário. Me recusei a fazer algo que poderia, sem o respaldo do mesmo, causar minha prisão sumária.
Vamos ás provas,
“Ta vendo aquele alvo?”
“Sim senhor.”
“Você fará 5 disparos em sua direção para corrigir posicionamento, pois na pistola não se faz regulagem, você deverá compensar no posicionamento, entendeu?”
“Sim senhor.”
“Agora você fará 2 séries de 15 tiros, sendo 10 com cadencia de 1 tiro em 5 minutos e 5 diretos sem comando.”
“Ok.”
“Pode começar quando quiser.”
“Você já fez parte de alguma equipe de tiro?”
“Não senhor.”
“Você atira muito bem, fez 9.85 pontos, Excelente.”
“Obrigado.”
Por mais que façamos um trabalho mental sobre o que somos e o que podemos, quando conseguimos mostrar nossa real capacidade, em frente aos que de certa forma duvidam de você, é algo exultante, você nem precisa falar, a respiração é leve, e a sensação é a de pisar em cabeças...
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