segunda-feira, 5 de março de 2007

Estou no telefone, minha esposa insegura beirando o desespero me diz que tem muito medo disso, não sabe como reagirão se souberem disso tudo... o que acontecerá se o pessoal do meu trabalho ler isso(acabei de deixar ela em casa com o meu blog na tela), mas já sabem que eu tenho 31 anos... um filho de 2 anos... e mesmo sem eu citar a empresa em que eu trabalho podem vir a descobrir cruzando estes dados...

É... vejo que realmente tudo que aconteceu comigo, afetou também a ela... todo o tiranismo e covardia estão entranhados não somente em mim... e o pior é que ela não percebe. Me disse que escrevo bem, porém eu não deveria falar do dinheiro que dou a uns policiais que representam duas delegacias do Rio de Janeiro, para que minha loja funcione... e olha que não tenho um puteiro e muito menos uma boca de fumo ein... No fundo eu também tenho medo... e é por isso que não revelo nomes... sabe lá se tem uma mãe Diná lá entre eles... se tiver já era.... minha vida mudará, já tem algum tempo que decidi que pra tirar minha vida... terão que suar... e sei que somos como gatos que correm do cachorro, se me encurralar eu parto pra cima, e olha que eu ja vi( vi mermo) gato encher cachorro de porrada. No fundo eu não quero que isso aconteça, sair fugido de casa, dormir quando der... e assim mermo com um dos olhos abertos, penso poder passar por esta vida com netos ao redor e morrer de velhice ... e também não quero ter o peso de uma morte nas costas... será que eu consigo... no meu modo de ver ta mais difícil que ganhar na mega-sena... mas eu continuo apostando... esperança? acho que não é esperança... quando se nasce no Brasil e se cresce no Rio de Janeiro com adolescência na Baixada Fluminense... acabamos vindo com um tipo de gem(nem sei se é assim que se escreve) mas sei lá... digamos que vem no DNA... uma certa visão para o mal... não necessáriamente para fazer o mal e sim para escapar quase sempre dele, sabemos quais os atalhos pra voltar pra casa... andamos atentos com carros e motos... até sabemos o momento que temos de pedir desculpa por pisarem no nossos pés e o momento de ir lá e pisar no de alguém... vivemos em um grande tabuleiro de xadrez... temos a intuição de saber quando é o momento de atacar e se defender, mesmo que seja um blefe... a paz as vezes passa pelo quintal da guerra... é o meio de dizer que gostaria muito de continuar assim... porém não tememos o outro lado... então eu digo, afirmo pois está aqui dentro de mim, tenho medo sim, mais do que pode acontecer com eles... do que comigo....

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