terça-feira, 17 de março de 2015

Mas por hoje, só por hoje, quero poder voltar a ser feliz, muito feliz, sem ter que me perguntar até quando.



Esse texto será de despedida.

Tendo em vista que este blog foi criado para servir de “ouvidos” para mim (muitas pessoas foram poupadas rs), onde ouviu milhões e milhões de vezes um assunto específico, declaro que o aposentarei juntamente com o assunto tantas vezes gritado, sussurrado, choramingado, entredito, escrachado, desesperado e agora neste momento sereno.

Claro, ele viverá para sempre, não penso em tirá-lo do ar, apenas ficará aqui, demarcando um terreno, uma fase, uma luta, uma história de sofrimento e dor.

Outro dia entendi o que é estar doente psicologicamente, fiz um comparativo com uma doença física, e os sintomas são muito parecidos, aquela dor em determinada parte do corpo que lateja e se repete em ciclos para lhe dizer que tem algo errado, também acontece com o psicológico, pensamentos destrutivos, antecipatórios, geram histórias e reações e se repetem em um ciclo sem fim, seja o que esteja fazendo, o pensamento está lá, angustiante...

Mas enfim acabou, aprendi que até os dias de hoje Deus continua sendo verbo, seja para dar sentido à vida, seja para lhe informar que verbo é ação, mova-se e Deus estará contigo...

Eu esperei por muito tempo a cura, esperei a decisão certa a ser tomada pelos que podiam decidir, e ela nunca vinha, uma espécie de covardia tomava conta de quem tinha a caneta nas mãos, síndrome do que é aquele lugar, onde prego que se destaca não toma porrada na cabeça, é simplesmente arrancado e deixado de lado...

Então bati um papo ao pé do ouvido com Deus, eu precisava que Ele me orientasse, me ajudasse, o momento era aquele e precisava ouvi-Lo.

Ele se calou novamente, ou talvez tenha falado de uma forma incompreensível para mim, eu precisava Dele naquela forma tantas vezes decantada nos filmes, uma voz de Cid Moreira, dizendo sem metáforas o que eu deveria fazer, eu precisava Dele assim.

Mas enfim, em um momento pensando o que fazer me veio a ideia de uma consulta a um médico renomado, aliás, poderia ser logo com dois médicos renomados que pudessem atestar os meus problemas de saúde e vai saber se não foi Deus quem a colocou em meus pensamentos?

Finalmente a decisão correta foi tomada, verbo = ação, laudos nas mãos, as mesmas que cruzaram os dedos em uma oração de clamor, clamor repetido em alguns outros lugares ao mesmo tempo e finalmente a justiça foi feita e a liberdade chegou.

Eu sei quem fui e cortando da própria carne também saberei porque foi sofrido deste jeito, Só não sei mais o que sou, não sei mais o que serei, a amplitude do horizonte é meu limite, onde certamente precisarei de dias de recuperação, as sequelas certamente existirão e com o tempo tudo se acertará.

Mas por hoje, só por hoje, quero poder voltar a ser feliz, muito feliz, sem ter que me perguntar até quando.

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