Pensei em aconselhar, quis falar da vida, falar de esperança e sucesso... Quis mostrar exemplos, do que se ganha por ser bom, de como agir para dar tudo certo... Mas fui vencido de véspera... Minhas palavras se calaram... Percebi minha impotência perante aquilo... Não conhecia ninguém que realmente conviveu comigo que estivesse em uma boa... Ao redor o crescimento desordenado me dava a real noção do abandono... Abandono de sempre, antes que pensem no hoje... Alguns me chamarão de pessimista... Levantarei minha voz dessa vez... Pessimista não! Sou realista... Alegarão que o dinheiro circula... Que pessoas têm propriedades como casas e automóveis... O comércio prospera a cada dia... Então farei força para não rir, força para não ser desrespeitoso... Trocados... Casebres... Carros populares... Ah... Mas é só estudar que as coisas mudam... Escolas públicas em greve... Períodos escolares que coincidem com a temporada de futebol europeu...
Tomei fôlego e gritei com a cara mais sínica que tenho... Sem pensar muito, para que meus pensamentos honestos não me sabotasse... Eu tinha que passar no timbre da voz... Verdades... Esperanças... E principalmente convicção...
Ei menino... Rapaz... Homem... Não entre para o tráfico... Não se deslumbre com o poder que as armas te dão... Não se iluda com todo esse dinheiro... Não pense que tudo que você está comprando, te dará prazer eterno... Você merece algo melhor pra sua vida...
Ei moço... Vida? Que vida?
terça-feira, 16 de março de 2010
sábado, 13 de março de 2010
Fragmentos...
Sou inteiro... Ou apenas partes... Pedaços grandes e pequenos... Que se unem e dão “sentido”... Pedaço de tudo ou só daquilo... Juntos ou separados... Formam tudo ou só isso... Sim, isso... Eu...
Eu sou... Passeios de charretes puxadas por cabritos... Tombo de escorregador em praça de subúrbio... Passeio de cavalo... Choro e riso...
Eu sou... Pique alto... De esconder... Pique ajuda... Pique baixo... Pique fruta...
Sou corrida... Carrinho de rolimã... Taco e bandeirinha... Bola de gude... Rapa...
Sou pipa... Cortar e avoar... Alegria e tristeza... Sou cerol e corte no dedo... Dor e prazer...
Sou salada mista com vozes nos ouvidos... É esse?... É esse? __Diga que sim, falado baixinho... Pêra, uva, mação ou salada mista? E novamente a voz me dizia baixinho... Salada mista... Salada mista...
Sou bicicleta e tombo... Dor e raiva... Choro e bico no guidão... Eu sou muito, muito, muito bicicleta... Corridas e trilhas... E tombos e dor... E risos... Muitos risos...
Sou Karate... Judô... Sou Jiu jitsu... Sou kiai, finalização e finalizado... Mae-geri no estomago, Tsuki na cara e corte na boca...
Sou futebol... Sou muito futebol... Sou gol e golaço... Goleada e goleado... Sou porrada e amizades... Sou vontade... Muita vontade e alguma técnica... Sou Campeão e pereba...
Mas sou futebol também na rua... Asfalto e cabeça do dedo estourado... Sou água no machucado com vinagre e sal... Sou alho em furos de prego... Sou pó de café em corte profundo...
Sou praias... Jacarés e caixotes... Garganta salgada... Picolé dragão... Biscoito globo e areia...
Sou carro... Trem... Ônibus e metrô... Sou salgados da central e caldo de cana...
Sou viagens ao Recreio as 6 da manhã... Com retorno as 22... Sou pirâmide humana... Mar agitado e óculos de sol...
Sou Rio... Minas e São Paulo... Sou Rio Grande do Norte... Espírito Santo e 20 minutos de avião pousado na Bahia...
Sou eletrônica... Informática... Direito... Com resquícios de hierarquia e longe da disciplina... Tentando e forçando esquecer... Tentando e forçando lembrar...
Sou Roda Gigante e Montanha russa... Casa dos espelhos e Konga... Auto-pista e Tsunami...
Forte e fraco... Determinado e inseguro... Sou muito angustia... Pouco calma... e certamente ansiedade... Mas sou amor... Sou compreensão tentada... Sou vontade... isso eu sou...
Eu sou... Passeios de charretes puxadas por cabritos... Tombo de escorregador em praça de subúrbio... Passeio de cavalo... Choro e riso...
Eu sou... Pique alto... De esconder... Pique ajuda... Pique baixo... Pique fruta...
Sou corrida... Carrinho de rolimã... Taco e bandeirinha... Bola de gude... Rapa...
Sou pipa... Cortar e avoar... Alegria e tristeza... Sou cerol e corte no dedo... Dor e prazer...
Sou salada mista com vozes nos ouvidos... É esse?... É esse? __Diga que sim, falado baixinho... Pêra, uva, mação ou salada mista? E novamente a voz me dizia baixinho... Salada mista... Salada mista...
Sou bicicleta e tombo... Dor e raiva... Choro e bico no guidão... Eu sou muito, muito, muito bicicleta... Corridas e trilhas... E tombos e dor... E risos... Muitos risos...
Sou Karate... Judô... Sou Jiu jitsu... Sou kiai, finalização e finalizado... Mae-geri no estomago, Tsuki na cara e corte na boca...
Sou futebol... Sou muito futebol... Sou gol e golaço... Goleada e goleado... Sou porrada e amizades... Sou vontade... Muita vontade e alguma técnica... Sou Campeão e pereba...
Mas sou futebol também na rua... Asfalto e cabeça do dedo estourado... Sou água no machucado com vinagre e sal... Sou alho em furos de prego... Sou pó de café em corte profundo...
Sou praias... Jacarés e caixotes... Garganta salgada... Picolé dragão... Biscoito globo e areia...
Sou carro... Trem... Ônibus e metrô... Sou salgados da central e caldo de cana...
Sou viagens ao Recreio as 6 da manhã... Com retorno as 22... Sou pirâmide humana... Mar agitado e óculos de sol...
Sou Rio... Minas e São Paulo... Sou Rio Grande do Norte... Espírito Santo e 20 minutos de avião pousado na Bahia...
Sou eletrônica... Informática... Direito... Com resquícios de hierarquia e longe da disciplina... Tentando e forçando esquecer... Tentando e forçando lembrar...
Sou Roda Gigante e Montanha russa... Casa dos espelhos e Konga... Auto-pista e Tsunami...
Forte e fraco... Determinado e inseguro... Sou muito angustia... Pouco calma... e certamente ansiedade... Mas sou amor... Sou compreensão tentada... Sou vontade... isso eu sou...
sábado, 6 de março de 2010
Apenas mais uma postagem.
Compreendi como se claras fossem, todas as idéias loucas de um são... A luz que surgia me cegava de tanta escuridão... Tinha muitas vontades de nada fazer... Mas nada fazia para acontecer... A morte me sondava toda hora... Só pra ter certeza de que ainda estava vivo... O céu me atraia mais do que o mar... Mas era nele que sempre ia... A porrada comia todo dia, ao quebrar todas as algemas que eu me prendia... Tinha pena de mim... Pena de todos. Uma guerra sangrenta de outros que lutamos desde o começo... Respiração e inteligência... Queria olhos de amor e paz, tão determinados como os de ódio e guerra... Lógica? Sensatez? Ordem? Entendimento? Perdoe... Um dia talvez... Longe daqui, perto dali, perto Dele, ao lado deles, junto de quem? Produzir, construir, procriar... Sim procriar, voltar à guerra dos outros, Evas de hoje... Evas de sempre... Homens sem ar, sem lógica, sem controle... Poderes sem uso... Usuários iludidos... Poderes perdidos... Eu cri na verdade... Seja lá o que isso for... Mas preferi duvidar... Certezas demais dá pra desconfiar... Rasguei meu dicionário... Quis ser questionado... Me questionando, me recriei... até ontem... até hoje... até quando? Melhor rasgá-lo de novo... E de novo... Até acabar... Sou fanático por mim... Tenho que ser... Eu sou o cara... Eu sou o... Oooo... Quem mesmo? Um dia definido levantarei a voz... E nesse dia todos poderão me dar as costas e caminhar... Certo de quem sou... Absolutamente verdadeiro... Com guerras minhas... Lógico e inteligente... Enxergando longe e perto, como se tivesse olhos bifocais, farei nada por que quero fazer... Poderoso e sensato... Com olhos determinados de um amor de ódio... Em uma guerra pela paz... Controlado e louco ela me sondará mais uma vez... Então sem pena de mim... Estarei onde deveria, devo estar.
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