O sol apareceu... As nuvens desviam para mostrar a infinidade azul...
Sorrisos nos rostos...
É perceptível o querer bem dos que chegam... Dos que vão...
Existem problemas sim... Mas nada além do que geralmente todos têm...
Uma falta de grana aqui... Uma injustiça ali...
Mas é sombria a sensação interna...
Um vazio tão grande quanto o azul que as nuvens deixam ver...
Poderia se dizer que é frio... Mas é difícil nessas horas definir coisas comuns...
Como tempo, clima...
E ai começa a luta... Ou seria recomeça?
Você sabe que quanto mais se deixar levar, mais difícil será para retornar...
É preciso tomar uma atitude... Seu corpo esta razoavelmente bem, então você relembra do que passou, e sabe como foi difícil sair de lá...
Iludiu-se... É isso...
Logo a maior responsável pelo seu avanço... Pela sua volta... Logo ela...
Tenta uma sabotagem... Reconheça... Sua mente não é tão forte assim...
Enquanto isso dura... Você se arremessa no mundo sombrio...
Coloca em risco o restinho de parte boa que lhe sobrou...
Lute...
Vamos pra porradaria...
A luta ainda não acabou...
Será que vai acabar um dia?
sábado, 23 de maio de 2009
segunda-feira, 5 de janeiro de 2009
Nova geração
Voltando às críticas... Voltando a definir fatos a muito observados.... Pena não ser algo simples... Pena não ser coisas sobre o melhor da humanidade...
Fato: Cada ser humano é único... Cada experiência vivida mesmo que idêntica... A cada ser uma reação.
Existem regras morais e costumeiras que são o Norte da sociedade, são nessas regras que a sociedade julga os que saem do “rumo”.
Fico na indecisão, se rio ou se choro, com forte tendência a chorar, por lembrar que já julguei muito também.
De acordo com a forma que reagem, surgem diariamente chorosos e monstros, que um dia poderá se transformar em um monstro choroso ou um choroso monstro.
Esse texto tem inspiração em fato “novo” vinculado em todas as redes de televisão, onde Israel com seu enorme poder bélico bombardeia areas palestinas, a justificativa para tal ação seria uma quebra do acordo de cessar fogo pelo HAMAS, e estão satisfeitos porque dentre os 300 mortos, 180 eram
de integrantes do grupo.
Eu nesse momento refleti sobre tudo que sei sobre estatísticas, e me achei muito mais ignorante que já sou, essa incrível margem de 60% os satisfaz? As 120 pessoas mortas, que não eram do grupo foram azaradas? Pagaram o preço pelos demais?
Então vou lhes falar... eles acabaram de incentivar o surgimento de nova geração de extremistas... ou será que todos que perderam familiares nesse ataque apenas chorarão pro resto da vida? Vi duas crianças feridas sendo carregadas nos braços da população... únicos “sobreviventes” de uma família inteira... me pergunto: se sobreviverem... o que serão?
Fato: Cada ser humano é único... Cada experiência vivida mesmo que idêntica... A cada ser uma reação.

Existem regras morais e costumeiras que são o Norte da sociedade, são nessas regras que a sociedade julga os que saem do “rumo”.
Fico na indecisão, se rio ou se choro, com forte tendência a chorar, por lembrar que já julguei muito também.

De acordo com a forma que reagem, surgem diariamente chorosos e monstros, que um dia poderá se transformar em um monstro choroso ou um choroso monstro.
Esse texto tem inspiração em fato “novo” vinculado em todas as redes de televisão, onde Israel com seu enorme poder bélico bombardeia areas palestinas, a justificativa para tal ação seria uma quebra do acordo de cessar fogo pelo HAMAS, e estão satisfeitos porque dentre os 300 mortos, 180 eram
de integrantes do grupo.Eu nesse momento refleti sobre tudo que sei sobre estatísticas, e me achei muito mais ignorante que já sou, essa incrível margem de 60% os satisfaz? As 120 pessoas mortas, que não eram do grupo foram azaradas? Pagaram o preço pelos demais?
Então vou lhes falar... eles acabaram de incentivar o surgimento de nova geração de extremistas... ou será que todos que perderam familiares nesse ataque apenas chorarão pro resto da vida? Vi duas crianças feridas sendo carregadas nos braços da população... únicos “sobreviventes” de uma família inteira... me pergunto: se sobreviverem... o que serão?

quinta-feira, 4 de dezembro de 2008
Concentração
Procurou uma faca, mas não achou, então resolveu usar o abridor de latas mesmo...
Colocou a ponta com cuidado, pois não queria que o furo
ficasse muito grande e foi nesse momento de concentração
que a música foi anunciada no rádio, uma música que a muito tempo
não ouvia e que muitas recordações lhe trazia, forçou o abridor
e enquanto sentia uma sensação gostosa de nostalgia
foi arremessada de encontro a raiva, raiva por ter feito
um buraco enorme, que sabia que acabaria por provocar
a saída de enorme quantidade de azeite mesmo se não quisesse,
tentou voltar os ouvidos à melodia, mas
foi inútil, aquele simples e insignificante erro, lhe seifou
toda possibilidade de prazer e quando percebeu isso
teve mais raiva ainda, não mais pelo furo desmedido, e sim por
se prender às pequenas coisas,
perdendo as melhores experiências da vida.
Colocou a ponta com cuidado, pois não queria que o furo
ficasse muito grande e foi nesse momento de concentração
que a música foi anunciada no rádio, uma música que a muito tempo
não ouvia e que muitas recordações lhe trazia, forçou o abridor
e enquanto sentia uma sensação gostosa de nostalgia
foi arremessada de encontro a raiva, raiva por ter feito
um buraco enorme, que sabia que acabaria por provocar
a saída de enorme quantidade de azeite mesmo se não quisesse,
tentou voltar os ouvidos à melodia, mas
foi inútil, aquele simples e insignificante erro, lhe seifou
toda possibilidade de prazer e quando percebeu isso
teve mais raiva ainda, não mais pelo furo desmedido, e sim por
se prender às pequenas coisas,
perdendo as melhores experiências da vida.
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